Skip to content

Nessa página iremos apresentar os principais Termos, Ferramentas e Conceitos utilizados na Análise de Negócios.

A-D

Backlog

Definição: lista ordenada de itens de trabalho pendentes no gerenciamento de projetos, usada para priorizar e organizar o andamento do trabalho.

Diretrizes

  • O que fazer: relacionado no guide em Gestão de Backlog;
  • O que não fazer: evite adicionar itens mal definidos, não envolver a equipe, ignorar o feedback do cliente, superlotar o backlog com detalhes desnecessários e deixar de atualizá-lo regularmente. A falta de priorização clara e a inflexibilidade também são erros comuns. O backlog deve ser ágil, flexível e orientado para o valor que ele pode agregar ao cliente.

Business Process Model and Notation (BPMN)

Definição: é uma linguagem gráfica padronizada para modelagem de processos de negócios. Utiliza símbolos visuais para representar passos, decisões, eventos e fluxos, oferecendo uma visão clara e compreensível dos processos organizacionais.

Business Model Canvas (BMC)

Definição: utilizado para planejar estratégia para a empresa, mapeando a infraestrutura necessária, base de clientes alvo, estrutura de custo financeiro e fluxos de receita necessários para cumprir a proposição de valor aos clientes no estado futuro desejado.

Design Thinking

Definição: é uma metodologia criativa para solução de problemas que enfatiza empatia com o usuário, geração de ideias, prototipagem e testes rápidos para criar soluções inovadoras e centradas no usuário.

Diretrizes

  • O que fazer:

    • Empatia: compreenda profundamente as necessidades dos usuários por meio de pesquisa e empatia.
    • Definição: refina o problema e estabelecer um foco claro.
    • Ideação: gere uma variedade de ideias criativas.
    • Prototipagem: crie modelos ou protótipos das soluções.
    • Teste: teste os protótipos com os usuários para obter feedback.
    • Iteração: refine e melhore as soluções com base no feedback.

Essas etapas são frequentemente cíclicas, permitindo que a equipe de design itere e melhore continuamente as soluções até alcançar uma solução ideal.

  • O que não fazer: evite negligenciar a empatia com o usuário, focar demais em soluções técnicas, ignorar o feedback dos testes, pular a fase de prototipagem e subestimar a importância da colaboração e da diversidade de perspectivas. Estes erros podem minar a eficácia do processo de Design Thinking.

Designer Sprint

Definição: é uma abordagem de design ágil, envolvendo workshops e atividades intensivas, visando resolver problemas de design e prototipar soluções criativas em um curto espaço de tempo, geralmente uma semana.

Diretrizes

  • O que fazer:

    • Compreender: entenda o problema e coletar informações.
    • Idear: gere ideias criativas para solucionar o problema.
    • Prototipar: crie protótipos das ideias selecionadas.
    • Testar: teste os protótipos com usuários reais.
    • Validar: valide as soluções com base no feedback e tomar decisões para avançar.
  • O que não fazer: evite detalhes excessivos, mantenha o foco no usuário, minimize interrupções, promova colaboração, teste antes de decidir, seja flexível, siga o fluxo de trabalho, respeite o tempo, mantenha o foco e documente adequadamente.

E-K

Kanban

Definição: sistema de gestão visual que ajuda a controlar o fluxo de trabalho. Utiliza cartões ou post-its em quadros para representar tarefas e seus estados, permitindo uma visão clara do progresso, prioridades e possíveis gargalos. É amplamente utilizado em gerenciamento ágil de projetos e processos.

Diretrizes

  • O que fazer:

    • Visualização do Fluxo de Trabalho: mapeie visualmente o fluxo de trabalho em um quadro Kanban para acompanhar as tarefas e seus estados.
    • Limitar o Trabalho em Progresso (WIP): defina limites para o número de tarefas em cada coluna para evitar sobrecarga e manter o fluxo constante.
    • Priorização: classifique as tarefas por prioridade para garantir que as mais importantes sejam concluídas primeiro.
    • Comunicação e Colaboração: promova a comunicação constante entre os membros da equipe para coordenar esforços e compartilhar conhecimento.
    • Melhoria contínua: identifique gargalos e ineficiências no processo e faça ajustes para melhorar constantemente o sistema.
    • Feedback e Métricas: use métricas, como Lead Time e Cycle Time, para avaliar o desempenho e obter feedback para otimizações.
    • Flexibilidade: adapte o quadro Kanban conforme necessário para atender às mudanças nas demandas e prioridades.
  • O que não fazer: ao utilizar o Kanban, evite sobrecarregar colunas com tarefas, ignorar os limites de WIP, não atualizar o quadro regularmente, falta de transparência, não priorizar tarefas e não promover a colaboração.

L-O

Lean Inception

Definição: prática ágil que visa definir e alinhar de forma colaborativa os objetivos, escopo e requisitos de um projeto. Ela promove o envolvimento de todas as partes interessadas desde o início, com ênfase na simplicidade e na entrega de valor, agilizando o planejamento e a execução.

Referência: https://caroli.org/training/treinamento-lean-inception/

Diretrizes

  • O que fazer:

    • Construir a Visão: defina a visão do projeto e seus objetivos.
    • Identificar Persona: compreenda o usuário-alvo ou persona.
    • Definir Jornada do Usuário: mapeie a jornada do usuário no contexto do projeto.
    • Priorizar Features: identifique e priorize funcionalidades com base no valor e na complexidade.
    • Criar o MVP: desenvolva um "Minimum Viable Product" (Produto Mínimo Viável) para validar conceitos.
    • Validar com MVP: teste o MVP com usuários para obter feedback.
    • Definir MVP Final: Refine o MVP com base no feedback e alinhar as expectativas.
    • Construir Roadmap: crie um plano de implementação de recursos ao longo do tempo.
    • Preparar o Backlog: estruture o backlog de desenvolvimento com base nas prioridades.
    • Celebração: conclua a Lean Inception com celebração e alinhamento da equipe.

Essas etapas visam garantir que o projeto tenha um foco claro, entregue valor rapidamente e manter a equipe e as partes interessadas alinhadas desde o início.

  • O que não fazer: Evite ignorar o envolvimento das partes interessadas, não priorizar funcionalidades, não validar com usuários, não adaptar o MVP com base no feedback e não criar um plano de implementação claro. Esses erros podem prejudicar o sucesso do projeto.

Matriz "é, não é, faz, não faz"

Definição: A matriz "é, não é, faz, não faz" é uma ferramenta de análise que esclarece as características de um conceito, funcionalidade ou produto. Ela lista o que algo é e não é, além do que faz e não faz, proporcionando uma compreensão mais detalhada.

Diretrizes

  • O que fazer: cada categoria deve ser preenchida com informações específicas e relevantes, garantindo concisão e evitando ambiguidades. Utilize a matriz como uma ferramenta de discussão em reuniões para assegurar compreensão e alcançar consenso entre os envolvidos
  • O que não fazer: evite elaborar descrições extensas ou complexas, quanto mais objetivo e claro, maior será a efetividade da matriz.

Matriz CSD

Definição: é uma ferramenta de gestão de projetos que visa identificar certezas, suposições e dúvidas em relação a um projeto. Pode ser utilizada no início ou ao longo para garantir que todos os membros da equipe estejam na mesma página sobre o que é conhecido

Diretrizes

  • O que fazer: reúna o time e os principais stakeholders e preencha as três colunas da matriz.

    • Certezas: são as informações que são conhecidas com certeza, com base em dados ou evidências.
    • Suposições: são as informações que são acreditadas ser verdadeiras, mas que não são comprovadas.
    • Dúvidas: são as informações que não são conhecidas ou que não são claras.
  • O que não fazer: as dúvidas e suposições podem ser riscos para o projeto, por isso é importante validá-las o mais rápido possível.

P-S

Quick Win

Definição: o conceito é simples: quick win, quer dizer em tradução direta “vitória rápida”, ou seja: são pequenos processos que permitem melhorias em curto prazo com alto potencial de benefício à empresa.

Fonte: https://qmkcomunicacao.com.br/blog/quick-win/

Diretrizes

  • O que fazer:

    • Identificação: identifique uma área ou tarefa específica que possa ser melhorada de forma rápida e relativamente fácil.
    • Definição de Objetivos: estabeleça metas claras e mensuráveis para o que deseja alcançar com a ação rápida.
    • Avaliação de Recursos: determine os recursos necessários, como tempo, pessoas e orçamento.
    • Plano de Ação: crie um plano detalhado que inclua tarefas específicas, responsabilidades e prazos.
    • Implementação: execute o plano de ação de acordo com o cronograma estabelecido.
    • Acompanhamento: monitore o progresso e os resultados à medida que a ação rápida é implementada.
    • Comunicação e Reconhecimento: comunique os resultados e reconheça os esforços da equipe, destacando os ganhos obtidos.
    • Avaliação Final: avalie os resultados em relação aos objetivos definidos e determine se a vitória rápida foi alcançada.
  • O que não fazer: as ações rápidas geralmente se concentram em problemas ou oportunidades de curto prazo e não substituem abordagens de longo prazo para questões mais complexas. Evite tomar atalhos que comprometam a qualidade ou a integridade a longo prazo em favor de resultados imediatos.

Roadmap ou Product Roadmap

Definição: Um "roadmap" é uma representação visual e estratégica que descreve as principais etapas, marcos, metas e direção de um projeto, produto ou iniciativa ao longo do tempo. Ele fornece uma visão geral das prioridades e da sequência de atividades planejadas, ajudando a equipe a alinhar esforços e stakeholders a entenderem o progresso.

Diretrizes

  • O que fazer:

    • Definição de Objetivos: identifique claramente os objetivos do roadmap. O que ele deve comunicar? Quem irá receber essa informação?
    • Coleta de Informações: reúna dados relevantes, incluindo requisitos, recursos disponíveis, prazos e necessidades do cliente.
    • Priorização: classifique as tarefas, recursos e marcos com base na importância e no valor
    • Comunicação e Envolvimento: comunique o roadmap para as partes interessadas e obtenha feedback (se necessário, ajuste!)
    • Revisão Contínua: atualize o roadmap regularmente à medida que o projeto avança e as prioridades mudam.
    • Flexibilidade: esteja preparado para adaptar o roadmap às mudanças inesperadas ou oportunidades que surgirem.
    • Documentação: mantenha uma documentação completa do roadmap para referência e histórico.
  • O que não fazer: mantenha-o estratégico, adaptável e realista, focando em metas de alto nível e objetivos claros, em vez de se ater a detalhes operacionais. Evite também adicionar detalhes excessivos, datas rígidas e promessas irrealistas.

Scrum

Definição: framework ágil de gerenciamento de projetos que enfatiza a colaboração, transparência e adaptação. Ele divide o trabalho em sprints curtas, promovendo inspeção e adaptação contínuas para melhorar a entrega de produtos e serviços.

Diretrizes

  • O que fazer:

    • Planejar Sprints: divida o trabalho em ciclos curtos;
    • Priorizar o Backlog: mantenha uma lista priorizada de tarefas, aplique as diretrizes de Gestão de Backlog;
    • Realizar Daily Scrum: reuniões diárias para atualizar a equipe;
    • Revisar: avalie o trabalho e melhore o processo. A melhoria contínua faz parte do processo;
    • Iterar e Adaptar: ajuste o plano com base nos feedbacks.
  • O que não fazer: evite mudanças de escopo frequentes durante um sprint, ignorar feedback de stakeholders e sobrecarregar a equipe com multitarefas. Monitore a falta de comprometimento e a procrastinação através das métricas e realize ajustes quando necessário.